Capítulo 8- P.O.V.
Carolyn Stevens.
June sentou-se ao meu lado, colocando as minhas pernas sobre
as suas.
-Nath, eu até arrumaria a casa, mas tenho que terminar de
analisar um caso para o escritório...
-Tá Jake, eu arrumo sozinha.
Nós três sorrimos enquanto ela arrumava.
-Estou cansada da viagem.
June tirou minhas pernas e se levantou.
-Eu te ajudo a arrumar a cama.
Disse me levantando também, indo direto para o quarto. June
deu boa noite para o amigo idiota da Nath e veio também.
-Porque você ainda se importa em dar boa noite praquela
coisa?
Eu disse irritada fechando a porta.
-Estou sendo educada Carol.
Ela sorriu e se sentou na cama que eu dormia.
-Olha lá June, estou de olho.
Fiz cara feia e comecei a arrumar o quarto, conversei com
ela até June cair no sono. Tentei dormir mas não consegui, resolvi ir até a
cozinha tomar um copo de leite. Saí do quarto sem fazer barulho e entrei na
cozinha com o apartamento todo escuro. Abri a geladeira e quase fiquei cega
pela claridade, peguei a jarra de leite e deixei em cima da pia, quando me
virei para pegar os copos Jake estava parado na porta da cozinha, quase me
matando do coração.
-Tá querendo me matar?
Eu sussurrei um pouco alto demais.
-Não- Ele disse coçando os olhos- mas seria bem legal.
-Idiota.
Murmurei enquanto enchia o copo. Bebi um pouco e vi que ele
encostou na parede da cozinha.
-Muito legal... A sua prima.
Ele riu. Deixei o copo na pia e me virei para ele.
-Escuta aqui!- Eu disse baixo, me aproximando dele.- Não
ouse, chegar perto da minha prima entendeu? Você é um idiota, e eu não quero
ela perto de gente como você.
Eu estava bem perto dele, com o indicador no seu peito e
olhando pro seu rosto. Ele levantou as mãos em rendição e sorriu.
-Você é um babaca.
Eu me virei para a pia, mas ele me segurou pela cintura.
-Aonde vai?
Ele sussurrou no meu ouvido e eu me virei com os punhos
levantados. Eu ia soca-lo mas ele segurou meus pulsos, apenas rindo baixo.
-Idiota.
Eu disse.
-Shh! Tá querendo acordar a casa toda é?
Ele sorriu e me soltou.
-Vai dormir, antes que eu acorde o prédio inteiro.
Ele estava quase passando da porta.
-Ah, e se me tocar daquele jeito de novo, eu te mato,
entendeu?
Ele apenas riu e voltou para sala. Eu estava com raiva, mas
que menino idiota! Terminei de beber o leite e voltei o mais rápido que
consegui para o quarto, me enfiando na cama e dormindo em seguida.
Acordei com June me tacando uma almofada nas costas.
-Levanta! Eu quero andar.
-Você tem duas pernas. Faça isso sozinha.
Eu murmurei com a cara no travesseiro.
-Anda! Você não vai deixar a sua prima do interior andar
sozinha por aí não é?
-Vou.
-Beleza, vou aproveitar que o Jake tá de carro e vou pedir
carona pra ele.
Minha mente voou com as possibilidades de os dois sozinhos
num carro.
-Já levantei!
Eu disse jogando todas as cobertas para longe. June riu.
-O que esse menino tem de mais Carol? Ele não é um completo
idiota, um babaca sem noção, uma criança sem responsabilidade...
Nesse momento Jake abre a porta com tudo gritando.
-NÃO ACREDITO QUE VOCÊ DISSE ESSAS COISAS PARA A SUA PRIMA!
June começou a rir e eu aposto que fiquei toda vermelha de
raiva.
-Bom dia June!
Ele falou virando-se para ela, enquanto eu saía da cama.
-Jake, acho melhor você correr.
Eu saí correndo atrás dele, e pulei nas suas costas dando
vários tapas nele.
-Não. Se. Atreva. A ouvir. Outra.Conversa.Minha.Com June. E
nem. Entre no meu. Quarto!
E fazia pausas transformando as palavras em sentenças, para
dar tapas nele.
-Ai! Ai Tá bom, desculpa!
Eu passei uma perna ao redor da outra me recusando a descer
das costas dele.
-Você vai aprender a não ir onde não foi chamado!
Ele parou de correr e então eu mordi as costas dele.
-AHH! SUA MALUCA!
Ele se jogou no sofá, comigo nas costas, me esmagando.
-Sai de cima de mim seu obeso!
-Maluca! Se ficou a marca você vai ver só!
Ele tentava olhar as costas para ver se ficou marca.
-Sai de cima de mim!
Ele se levantou.
-Sinta-se avisada. Se ficar a marca, você está ferrada.
Eu cruzei os braços e sorri, ele andou pelo corredor,
entrando no quarto de Nathalie. June veio até a sala e eu me levantei.
-Você o mordeu?
-Sim.
-Carol! Você sabe muito bem que as marcas das suas mordidas
demoram uma semana pra sair.
Eu sorri me lembrando da última vez que mordi June. Éramos
pequenas, sete ou oito anos.
-Você não vai pegar meu bolinho!
Eu disse a June que já havia comido o dela. Me levantei
deixando-a sentada na grama do quintal.
-Tia May, segura o meu bolinho enquanto eu vou ao banheiro?
Tia May parou de lavar a louça para pegar meu bolinho. Corri
para o banheiro e fui o mais rápido que pude. Quando voltei não vi o bolinho.
-Tia May, cadê meu bolinho?
-Na mesa querida.
Não estava na mesa, corri até o jardim e achei June com
cobertura azul no canto da boca. Gritei com ela e a derrubei na grama, mordi o
braço dela bem depois da dobra do cotovelo. Não chegou a sangrar, primeiro
ficou vermelho. Ela correu para tia May chorando, minha tia passou água e
colocou gelo e deixou assim até o gelo derreter. Quando June tirou o gelo,
haviam marcas de todos os meus dentes numa arcada perfeita no seu braço, ela
choramingou mais um pouco e depois foi brincar. Tia May e minha mãe me deixaram
de castigo, no dia seguinte o braço de June estava roxo, no outro dia ficou
amarelado e foi clareando até sumir.
-Sei muito bem disso.
Disse balançando a cabeça para espantar a lembrança. Estava
de costas para o corredor, ouvi uma batida de porta muito forte, me virei a
tempo de ver um Jake muito furioso andar na minha direção.
-Você.
Ele apontou para mim num segundo e no outro havia me
levantado pelas pernas, apoiando minha barriga em seus ombros, deixando-me de
cabeça pra baixo.
-Me solta! JAKE! ME SOLTA AGORA!
Ele estava andando comigo pelo apartamento como se eu fosse
um saco de batatas.
-Não, até você me pedir desculpas.
Ele deu uma volta e fez minha cabeça girar.
-Me tira daqui eu não gosto dessas brincadeiras!
Eu estava ficando enjoada. Não gostava nem um pouco dessas
brincadeiras.
-Me desculpa Jake! Me desculpa!
Eu disse sem forças, estava chorando involuntariamente. De
raiva e de medo de cair. Jake me colocou no chão e eu me sentei com a cabeça
nos joelhos.
-O que houve?
June respondeu.
-Ela odeia ser levantada desse jeito. Com doze anos um amigo
dela inventou de carrega-la assim, ele não conseguiu segurá-la e ela caiu.
Quebrou o braço em três lugares diferentes.
-Me desculpa eu...
Ele colocou a mão no topo da minha cabeça.
-Sai de perto de mim.
Eu resmunguei e fui para o quarto. Se June queria andar por
Londres então iríamos andar por Londres. Tomei um banho demorado e depois me
troquei, coloquei um suéter cinza, jeans, um all-star branco e meu sobretudo.( http://www.polyvore.com/remembering_sunday-carolyn_stevens/set?id=57035865#stream_box)
Me demorei no quarto e June entrou pra tomar banho, ela foi mais rápida do que
eu. Colocou um jeans, um suéter branco, uma jaqueta rosa e um all-star. (http://www.polyvore.com/remembering_sunday-june_stevens/set?id=57218499#stream_box)
-Jake disse que sentia muito.
Eu dei de ombros.
-Ele é um idiota. Vamos tomar café e andar por aí.
-Tudo bem.
June fez questão de colocar a mesa do café, havíamos
arrumado tudo e eu disse que ela que iria guardar. Estava tomando um gole do
café, quando alguém abre a porta apressadamente.
-O que houve?
Eu perguntei enquanto Nathalie corria apartamento adentro.
-Esqueci a câmera!
Eu e June começamos a rir.
-Que tipo de fotógrafa esquece a câmera?
June disse entre as risadas. Nathalie já havia fechado a
porta do apartamento quando paramos pra respirar.
-Vamos!
Eu disse á June quando ela deu o último gole no copo de
leite.
-Deixa eu arrumar isso aqui primeiro né?
Ela disse recolhendo as coisas da mesa, depois que guardamos
tudo resolvemos sair.
-Ta bom, onde primeiro?
Eu disse para ela enquanto ajeitava meu cabelo no espelho do
elevador.
-Big Ben!
Ela disse entusiasmada e eu rolei os olhos.
-Todas as vezes que você vem pra cá você olha o maldito
relógio.
-Não é só um relógio e ele não é maldito!
Ela disse me estapeando.
-Eu gosto tá legal? Acho que vou morar aqui um dia.
Eu comecei a rir.
-Você? Em Londres?
June fez cara de brava e levantou a mão para me estapear de
novo. Eu ergui as mãos e rendição enquanto me recuperava.
-É ué! Falta apenas um semestre pra eu terminar a faculdade,
aí eu posso trabalhar aqui. Ouvi dizer que os hospitais de Londres precisam de
uma ajudinha.
June estava no último ano de medicina, desde pequena queria
ser médica de emergência.
-Você é maluca, médicos como você não têm vida social, eles
não comem e não respiram, apenas correm de um lado para o outro com pacientes
ensanguentados e gritando.
-Onde você ouviu isso? E é na emergência que tudo acontece,
por isso que eu quero estar lá.
-Sabe que quando você fizer isso acabam-se as festas de
sexta-feira né?
-Eu sei.
Ela disse com um sorriso.
-Doente!
Eu disse enquanto a empurrava para fora do elevador. Pegamos
um táxi e fomos até o Big Ben, June olhava tudo aquilo como se fosse a primeira
vez, olhava, encarava, sorria e memorizava cada detalhe daquele relógio.
-Pronto!
Ela disse quando terminou de decorar pela milésima vez o
design da torre onde o relógio estava.
-Pra onde agora madame?
-Quero sorvete.
Ela pronunciou e andamos até uma sorveteria que havia ali
perto, o movimento era pouco por causa do tempo frio, sentamos em uma mesa para
fazer o pedido.
-O que vão querer?
Uma garçonete com cabelos ruivos perguntou.
-Um Sunday de chocolate.
June falou.
-Sorvete de Menta com pedaços de chocolate.
-Eca!
June falou, eu mostrei a língua pra ela.
-Não sei como consegue comer essa coisa, tão nojento!
Ela disse fazendo uma cara estranha quando os sorvetes
chegaram. Comemos e deixamos a sorveteria, olhei no relógio, quase quatro da
tarde.
-Quer voltar pra casa?
Eu perguntei á June.
-Não.
Ela disse e começou a olhar no mapa de rua, para onde
iríamos.
-Aqui, já fomos nesse lugar antes?
Ela apontou para o Mosteiro de Westminster Abbey, uma igreja
ode os casamentos reais são feitos.
-Não, mas eu tenho uma ideia melhor. Vamos dar uma volta na
London Eye, você começa a trabalhar e junta dinheiro pra todos os táxis que vão
te levar pra conhecer Londres, que tal?
-Tudo bem, mas eu
quero ir.
-Outro dia, eu to cansada, você fala demais e eu quero
encontrar Nathalie acordada quando chegar em casa, temos muito pra conversar.
-Tá bom.
Andamos até a roda gigante, esperamos na fila e ficamos uma
hora e meia lá dentro.
-Eu estou morrendo de fome.
Disse á June quando saímos da roda-gigante.
-Eu também. Ter um barzinho perto de casa, acho que tem
batata lá.
-Batata frita June? A Tia May me mata se souber que eu estou
deixando você comer qualquer porcaria.
-Eu prometo que só como hoje, por favor Carolyn!
-Tudo bem! Mas vamos andando o caminho todo de volta até em
casa, ok? Eu vou falir se continuar levando você pra passear.
Ela mostrou a língua, entramos num táxi e seguimos para o
barzinho. Lá tinha música ao vivo, um clima agradável e comida barata. Depois
de um tempo comendo batatas e bebendo cervejas, o pessoal do bar começou a
aplaudir e gritar. Um bolinho de gente se formou na frente do palco.
-Vou ao banheiro.
June disse e saiu da mesa.
- O que será que tá acontecendo ali?
Eu murmurei e bebi mais um gole da cerveja, um garoto moreno
subiu no palco, várias mulheres gritaram alguma coisa e o menino sorriu em
resposta, sentou num banquinho e logo a banda do bar começou a tocar a melodia,
o menino começou a cantar e o salão todo bateu palmas no ritmo. (http://www.vagalume.com.br/jason-mraz/im-yours.html)
Ele cantava muito bem, a voz dele era linda e ele era um deus grego. Certo, mas
a pose de bad boy do moreno não me convencia, eu sentia que já tinha o visto em
algum lugar. Ele terminou de cantar, agradeceu as loucas que não paravam de
gritar e veio até o balcão onde eu estava terminando o copo de cerveja.
-Mandou bem.
Eu murmurei, pensei que ele não fosse escutar, mas se virou
para mim com um sorriso no rosto e um olhar muito sedutor.
-Obrigado.
Ele disse e se sentou ao meu lado.
-Elas são mesmo loucas por você.
Ele sorriu e concordou com a cabeça.
-Zayn.
Ele disse e estendeu a mão.
-Carolyn.
Eu respondi e apertei sua mão, Zayn pediu uma cerveja.
-Já te vi em algum lugar.
Eu disse sem pensar, ele e olhou e sorriu.
-Provavelmente na internet, ou televisão.
Eu pensei um pouco e arregalei os olhos quando lembrei.
-Ai meu deus! Zayn Malik, do One Direction!
Ele riu da minha expressão e concordou com a cabeça.
-Eu mesmo.
-Nossa! Você não imagina o quanto envergonhada eu estou por
não ter lembrado de você.
Eu ri e terminei o conteúdo do copo.
-Acontece, eu e os meninos acabamos de sair no mundo da
música, ainda não somos tão reconhecidos assim.
Eu comecei a rir.
-Que mentira! Eu li na internet que vocês são parados por
fãs todas as vezes que saíram para algum lugar.
-É verdade, e só estava tentando deixar você melhor.
Eu sorri e o olhei, Zayn Malik foi o menino que mais me
chamou a atenção enquanto eu e Nathalie víamos X-Factor. Briguei com ela porque
achava que o moreno combinava mais comigo e agora eu estava conversando com ele
num balcão de bar.
-Você não vem muito aqui não é?
-Não, na verdade, a minha prima que me falou desse lugar.
Nós sorrimos e eu corri os olhos pelo salão, June estava na
porta do banheiro acenando incessantemente para que eu fosse até lá.
-Falando nela – eu me levantei- ela ta me chamando, tenho
que ir. Foi um prazer, Zayn.
Eu disse me virando.
-Espera!-Ele disse- Deixa eu te ver outra vez, me passa o
seu número de telefone.
Eu sorri e anotei o número num guardanapo, entregando o
papel na sua mão.
-Até mais!
Eu disse e saí andando, June me encontrou com um olhar de
raiva e impaciência.
-To tentando te chamar faz meia hora já! Anda, Jake vai dar
carona pra gente até em casa.
Eu resmunguei pra ela que não queria nada de Jake, ele
esperava dentro do carro da empresa, no meio fio na frente do bar.
-Da próxima vez se eu tiver que esperar tanto, nada de
carona pra vocês.
Ele disse e destravou a porta, June foi no banco de trás e
eu fui no banco do carona.
-Ai que horror, muda de rádio!
Eu disse apertando o botão.
-Ei!
Ele disse mas já estava dirigindo, a rádio local falava
alguma coisa sobre a balada La Belle estar fazendo uma festa de inauguração,
vários famosos estariam lá.
-“Apenas lembrando aos
ouvintes que estão liberados 120 ingressos para a área vip, onde as bandas e
famosos ficarão, e é claro que a sua rádio número 1 vai sortear ingressos,
fiquem ligados! Hoje á noite sai o primeiro par de ingressos, fiquem agora com
o mais novo hit, What Makes You Beautiful da banda sensação, One Direction!”
A música começou e eu cantei junto super animada, não que eu
seja uma fãn super ligada, é que Jake odeia quando eu canto perto dele.
-Ai meu deus! Cala essa boca menina, você não serve nem pra
cantar no chuveiro!
Ele disse fazendo a curva para entrar na garagem do prédio.
Eu mostrei a língua e continuei cantando, Jake estacionou o carro e desligou o
rádio no meio da música.
-Idiota.
Eu disse e saí do carro.
-Eu sou idiota? Quem é que tá te dando carona mesmo?
Ele acionou o alarme e passou por mim para chegar no
elevador.
-Eu não pedi carona, June que estava com preguiça de andar.
-Sei.
Ele resmungou e entrou no elevador, eu e June entramos com
ele.
-Duvida de mim Collins?
Eu cruzei os braços e o encarei.
-Não disse nada.
Ele falou e desviou o olhar.
-Ai como você tá chato hoje. O que aconteceu? Encontrou a
sua ex na rua?
Eu sorri mas ele apenas e olhou com uma expressão vazia.
-Foi isso não foi? O que ela faz aqui?
-Deixa pra lá.
Ele disse saindo do elevador e abrindo a porta do
apartamento, parando bruscamente e fazendo bater a cabeça em suas costas.
-O que diabos...
Eu o contornei e dei de cara com um menino moreno sentado no
sofá da sala.
-Nathalie?
Ela estava vermelha de tanto rir, se levantou e colocou o
pote de sorvete na mesa de centro.
-Oi Carol! Esse aqui é o Liam.
O menino se levantou e acenou para a gente, demorei três
segundos para dar um berro e correr na direção de Nathalie.
-Esse é... Esse é....
-Sim, é o Liam Payne, agora para de pagar mico!
Ela disse soltando os meus braços do pescoço dela.
-Ai meu deus! Oi!
Eu disse abraçando-o.
-Desculpa a minha amiga, ela é meio doida.
-Que nada.
Ele disse e sorriu. Ai meu deus como ele era lindo, calma
Carol, tem uma celebridade na sua frente, não vai fazer besteira.
-Como... Como... Nathalie!
Eu não conseguia formular frases, ainda bem que a Nath
entendia.
-Calma, eu esbarrei nele no Starbucks aqui perto, acabei
sujando a camiseta dele e a única coisa que eu podia fazer era limpá-la. Peguei
uma blusa sua pra ele por enquanto tá Jake?
Ela disse esticando o pescoço para olhar Jake, que apenas
deu de ombros e seguiu para o quarto da Nath.
-O que houve?
Ela sussurrou.
-Eu sei lá.
Eu respondi, ouvimos a máquina apitar. Nathalie pediu
licença e foi até a lavanderia, Liam sorrir envergonhado enquanto eu e June nos
sentávamos do lado dele.
-Sou a June, prima de Carolyn. Ela é a Carolyn, caso não
tenha se apresentado.
Ele sorriu e disse.
-Muito prazer.
Nathalie voltou da cozinha com a camiseta dele em mãos.
-Aqui está.
Ela disse entregando-a para Liam.
-Ahn, onde é o banheiro?
-Ali no final do corredor, deixa eu só ver se o Jake não tá
usando.
Ela foi com ele pelo corredor, tentou abrir a porta mas Jake
estava lá.
-Ah, pode usar o do meu quarto mesmo.
Ela disse abrindo a porta do quarto dela para Liam entrar.
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