quarta-feira, 24 de abril de 2013
Capítulo 34
P.O.V.- June Stevens
Coloquem pra tocar- ( http://www.youtube.com/watch?v=Km75Pc0YzdQ )
-Eu já sei o que eu vou fazer.
Eu disse à Carolyn, dei um beijo estalado em sua bochecha e corri até meu quarto. Pouco me importava que eram duas e quarenta e cinco da manhã. Eu tinha que concertar tudo, e eu começaria por Zayn. Vesti uma blusa de moletom por cima do pijama e calcei minhas ugg boots antes de atravessar a porta correndo. Para a minha sorte, a neve havia diminuído bastante e havia um táxi na porta do apartamento. Entrei no táxi, ofegante por ter descido de escada e disse o endereço de Zayn. Verifiquei os bolsos do moletom, rezando para achar algum dinheiro. O mundo conspirava ao meu favor hoje. Havia uma nota de vinte libras toda amassada em um dos bolsos.
-Se existe um Deus, eu lhe devo um obrigada.
Eu disse para mim mesma e me mantive inquieta por todo o trajeto. O carro parou algumas quadras antes do destino, alguma rua havia sido fechada por causa da neve. Joguei a nota de vinte para o motorista e saí do carro, correndo os metros restantes eu consegui chegar no prédio, agradecendo ao universo por ser tão legal comigo, eu chamei o elevador, já que o porteiro havia me reconhecido e me deixou subir sem interfonar para Zayn. Enquanto os números aumentavam no visor, as borboletas no meu estômago começaram a ficar irriquietas e quanto mais eu me aproximava do último andar, comecei a pensar no que eu falaria. "Oi Zayn, desculpe te acordar as três e quinze da manhã, eu sei que você está bravo comigo mas... Me desculpa?" Tá, eu estava começando a ficar nervosa. As portas do elevador se abriram e eu estava cara a cara com a porta do apartamento de Zayn.
-Zayn, me desculpe.- Eu falei uma vez, tentando soar convincente. Não deu certo.- Zayn, eu queria pedir desculpas, eu...
-Eu não queria te magoar.- Isso estava ficando ridículo.
-Zayn, me desculpe eu...-Eu soltei o ar pesadamente em tom de frustração enquanto andava de um lado para o outro, praticando o que eu iria dizer.
- Me desculpa, eu fiquei confusa e agitada.-Droga, nada do que eu dissesse iria parecer menos bobo. Olhei para o relógio que havia no hall, três e dezessete.
- Zayn...
-Eu sei, você quer pedir desculpas.
A voz dele soou bem atrás de mim. Meu coração quase pulou pela boca ao ouvi-lo tão perto. Eu me virei devagar engolindo em seco. Há quanto tempo ele estava escutando?
-Eu não queria te magoar. Eu fiquei tão assustada e confusa que acabei confundindo tudo e eu tenho que te pedir desculpas. Por te magoar e por ter te enganado esse tempo todo. Essa não sou eu. Ou não inteiramente- Eu tentei sorrir mas estava quase chorando- Eu sou June Stevens, venho de uma cidadezinha caipira no interior, eu tenho um sotaque ridículo e, há alguns anos, eu decidi que nunca mais ia chorar por homem nenhum.
Eu disse, buscando meu sotaque no fundo de mim mesma. Soava tão estranho e tão desproporcional para mim. Mas eu tinha que ser verdadeira. Eu tinha que mostrar quem eu era. Zayn, que permaneceu encostado o batente da porta, sorriu ao me ouvir dizendo tudo aquilo. Quando eu voltei a abrir os olhos, notei que ele estava sem camisa, com calças de moletom e com o cabelo bagunçado.
-Bom, é um prazer te conhecer, senhorita Stevens.-Ele me lançou meu sorriso favorito- Meu nome é Zayn Malik, eu também venho de uma cidadezinha no interior e agora faço parte de uma boyband que acabou de voltar de turnê.
Ele estendeu a mão para mim.
-É um prazer te conhecer, senhor Malik.
Eu apertei sua mão e percebi que eu tremia um pouco. Zayn me puxou para um abraço que se tornou num beijo. Eu não podia descrever como era senti-lo depois de passar por tudo isso. Eu tinha certeza. Tinha certeza que Zayn era o tipo de menino que valia à pena se apaixonar. Ele enterrou uma de suas mãos nos meus cabelos e a outra apertava minha cintura. Ele sentiu minha falta tanto quanto eu senti á dele.
-Eu te amo.
Sussurrei quase inaudivelmente. Era a primeira vez em muitos anos que eu dizia essa palavra. Eu eu não tinha dúvidas sobre mais nada. Eu amava Zayn.
P.O.V.- Zayn Malik
Eu não conseguia dormir. Estava irritado demais, confuso demais. Porque eu tinha que ficar apaixonado justo pela garota que não me queria? Porque eu fui idiota de falar que a amava? Me levantei da cama, desistindo de dormir. Quando desci as escadas, ouvi um barulho do lado de fora do apartamento. Eu ouvi sua voz. Em um tom baixo como se estivesse com medo de dizer. Me aproximei da porta e comecei a ouvir em silêncio.
- Zayn, eu queria pedir desculpas, eu... Eu não queria te magoar.-Houve uma pausa- Me desculpa, eu fiquei confusa e agitada.- Outra pausa, eu ouvi seus passos do outro lado. Resolvi abrir a porta devagar, eu não deixaria que ela fosse embora.- Zayn...
-Eu sei, você quer pedir desculpas.
Eu disse, ela estava de costas para mim e paralisou quando ouviu minha voz. June estava com os cabelos levemente bagunçados, estava de pijama e usava um moletom meu, coincidentemente, o que fazia par com a calça que eu usava. Ela se virou devagar e eu notei o leve rubor em suas bochechas, ou ela estava com vergonha, ou estava com frio, ou havia corrido até aqui.
-Eu não queria te magoar. Eu fiquei tão assustada e confusa que acabei confundindo tudo e eu tenho que te pedir desculpas. Por te magoar e por ter te enganado esse tempo todo. Essa não sou eu. Ou não inteiramente. Eu sou June Stevens, venho de uma cidadezinha caipira no interior, eu tenho um sotaque ridículo e, há alguns anos, eu decidi que nunca mais ia chorar por homem nenhum.
Eu queria tanto beijá-la.
-Bom, é um prazer te conhecer, senhorita Stevens. Meu nome é Zayn Malik, eu também venho de uma cidadezinha no interior e agora faço parte de uma boyband que acabou de voltar de turnê.
Eu estendi a mão para ela.
-É um prazer te conhecer, senhor Malik.
Ela apertou minha mão e eu a puxei para mais perto, não resisti á proximidade de nossos corpos e a beijei. Era ela. Embora fosse a garota mais linda, complicada e durona que eu conhecia, era June que eu amava.
Puxei-a para dentro do apartamento e fechei a porta como pude.
-Seu sotaque não é ridículo.
Ela riu.
-Mas sua risada é.
Eu brinquei.
-Ei!
Ela me deu um tapa no braço e eu a beijei outra vez. E outra vez. A noite inteira.
P.O.V.- Nathalie Simmons
Eu acordei e o sol não havia nascido ainda. Do jeito que minha cabeça girava, eu não voltaria a dormir tão cedo. Eu precisava ir pra casa. Arrumei a cama onde havia dormido e dobrei o vestido que estava em cima de uma poltrona. Ele já estava todo amassado mesmo, não ia fazer diferença. Peguei minhas coisas e saí do quarto em silêncio, eu estava com a mão na maçaneta da porta da frente quando ouvi Niall.
-Você é muito boa em sair de fininho, não é?
Eu me assustei e acabei fechando a porta que estava entreaberta, eu só esqueci de tirar a minha mão do caminho.
-Ai. Caralho.
Eu derrubei tudo o que estava segurando e comecei a chacoalhar minha mão.
-Você já reparou que sempre fala palavrão de manhã? É muito indelicado da sua parte.
-Você já reparou que é irritante pra caralho de manhã?
Eu respondi e me abaixei para juntar o que havia derrubado. Niall me ajudou a juntar tudo.
-Onde você estava pensando em ir? Quase todas as ruas estão fechadas por causa da nevasca.
Ele disse me entregando o que pegou. Niall estava com o cabelo todo bagunçado e com olheiras embaixo dos olhos.
-Eu ia... Pra casa.
Niall suspirou.
-Seu dedo está sangrando.
Ele pegou minha mão delicadamente e analisou por um instante. Havia um pequeno corte em meu dedo anelar, não parecia tão feio, mas doía bastante.
-Vem cá.
Ele me guiou até o sofá e buscou uma caixinha branca de primeiros-socorros.
-Niall, não precisa de tudo isso.
-Shh. Eu tô tentando ser legal.
Ele sentou do meu lado e tirou uma gaze e álcool de dentro da caixinha.
-Ai.
Eu disse, Niall levantou o rosto para me olhar e fez uma careta.
-Eu nem comecei.
-Eu sei, mas vai doer de qualquer jeito.
-Nathalie, fica quieta.
-Tá bom.
Eu desisti e fechei os olhos. Niall tomou o maior cuidado e finalizou o que queria fazer colocando um band-aid verde.
-Band-Aids coloridos? Sério?
-O que tem de errado?
Ele perguntou enquanto guardava as coisas.
-Minha mãe sempre colocava esses em mim. Eles são divertidos.
-É. São meigos.
Eu observei enquanto ele guardava a caixa de primeiros socorros no lugar e voltava com uma caneta em mãos.
-Pra quê isso?
Eu perguntei quando ele pediu minha mão. Ele não respondeu, apenas insistiu para que eu desse minha mão à ele. Niall desenhou uma carinha feliz no band-aid em meu dedo, e depois me encarou sorrindo como se aquilo fosse a coisa mais legal do mundo.
-Pronto.
-Divertido.
Eu murmurei observando o meu dedo. Ele continuou me observando e ficamos num silêncio desconfortável, eu encarei a janela e percebi a grande nevasca que estava do lado de fora.
-Parece que eu não vou embora tão cedo.
Eu murmurei e fitei meus punhos, que estavam no meu colo.
-Você quer ver um filme? Não tem nada pra fazer mesmo.
Ele disse olhando pra televisão, eu o fitei por um instante. Niall é o tipo de garoto que qualquer uma se apaixonaria, ele é bonito, gentil e carinhoso. Tirando as vezes que ele age como uma criança, tudo bem e, eu não sei o que me faz pensar que um dia a gente possa ficar junto. Tá tudo uma bagunça. Tudo confuso. Eu não sei de mais nada porque, quando eu estou perto dele, quero que ele me abrace e me beije e diga que sou dele. Mas quando ele faz isso, algo dentro de mim diz que não é certo.
-Nathalie?
Ele me chama, me tirando de meus pensamentos.
-Você tá legal?
Ele pergunta, me olhando.
-Claro eu só me distraí por um minuto. Filme está legal pra mim.
Niall me encarou por mais um tempo e deu de ombros, colocando algum filme de terror para passar. Ele sumiu por um instante, voltou pouco tempo depois com cobertores e travesseiros. Eu estava congelando.
-Sua boca tá meio roxa. Vem aqui.
Ele colocou os braços envolta dos meus ombros e me puxou pra mais perto. Era verdade, a temperatura negativa e minhas roupas finas contribuíram para que eu estivesse congelando. Eu não me importei e ignorei quando meu estômago se agitou. Eu não posso me apaixonar. Não depois de tudo que ele me fez, eu não posso perdoá-lo.
-Tem alguma coisa te incomodando.
Ele não perguntou.
-Nathalie se for aquele cara da outra noite eu juro por Deus que...
-Não é ele.
Eu respirei fundo. Eu já deveria saber que Tyler é um babaca, foi burrice minha confiar nele outra vez.
-O que tem de errado então?
Ele se afastou para me observar.
-Eu não sei... Isso... Nós dois...
Apoiei minha cabeça em minhas mãos, me sentindo frustrada por estar tão confusa. Niall pegou minhas duas mãos e me fez olhar pra ele.
-Nathalie... Confie em mim, eu prometo que vou fazer dar certo.
Eu olhei pra ele, senti meus olhos arderem, eu estava prestes á chorar.
-Eu confiei uma vez, você sabia o que eu sentia por você, e dois dias depois você estava com Holly na cama. Você me disse que não estava com ela. Eu confiei em você e tentei fazer as coisas do jeito certo e, quando eu acordei no hospital, me disseram que você, o motivo de eu estar ali, estava em Londres com Holly.
Niall suspirou e me olhou, seus olhos transbordavam a dor que nós dois sentíamos.
-Eu sei. Eu sou um idiota. Eu não faço nada certo mas eu juro que eu queria estar lá quando você acordasse, mas você acha que se não fosse por mim você não teria que tomar esses calmantes? Se não fosse por mim você não teria desmaiado. Eu não estava com Holly aquele dia, ela estava em algum avião indo pra Irlanda. Mas eu não queria te machucar mais. Eu não podia te magoar mais Nathalie. Eu fiquei tão furioso quando eu vi você com aquele cara e eu fico com mais raiva ainda quando eu vi que ele fez isso com você.- Ele ergueu meu pulso arroxeado- Eu queria voltar lá e acabar com ele, mas eu sabia que você precisava de alguém. Me perdoa Nathalie, por querer ser o que você precisa, tentar e tentar mas não conseguir.
Ele abaixou a cabeça. Eu também chorava.
-Não é por sua causa que eu tomo os remédios. E não são calmantes.
Eu disse com a voz embargada. Havia deixado de tomar as pílulas á tempos, mas ainda as carregava na bolsa. Niall me olhou confuso e eu me levantei para pegar a cartela de comprimidos intacta.
-São antidepressivos. Por causa da minha mãe e do meu pai. Eu não os tomo mais, eles me deixavam acordada quando eu queria dormir e sonolenta quando eu queria ficar acordada.
Eu confessei, dando de ombros.
-Eu sinto muito. Por tudo isso.
-Tudo bem Niall. A culpa não é só sua. Eu também fiz besteira.
-Isso significa que a gente vai ficar numa boa?
Ele perguntou com uma inocência e com uma naturalidade tão infantil, que um meio sorriso se formou no meu rosto.
-Acho que sim.
Eu disse sorrindo. O filme já havia acabado há um tempo e não notamos. Eu olhei pela sala e notei um porta-retratos perto da tv.
-Esse era você?
Eu perguntei, olhando para o bebê da foto. Niall tentou tomar a foto de mim mas eu insisti.
-Qual o problema em me dizer?
-Nenhum é que você vai ficar fazendo graça de mim.
-Não vou! Você era tão bonitinho! Olha só!
Eu disse olhando para a foto, Niall a arrancou das minhas mãos.
-Ei.
Ele sorriu pra mim e eu sorri de volta. Ele tentou se aproximar, mas eu o afastei.
-Niall...
-Eu sei. Me desculpe.
Eu coloquei minha mão em seu peito e eu o empurrei para trás. Ficamos no mesmo silêncio desconfortável de sempre. Olhando pela janela distraidamente, notei que a nevasca tinha diminuído. Eu poderia ir pra casa.
-A nevasca já diminuiu, eu acho que vou pra casa.
Eu juntei as coisas que havia derrubado perto da porta.
-Eu te levo.
-Niall não precisa incomodar.
-Deixa disso, eu te levo.
-Tá legal.
Eu decidi que não brigaria mais com Niall. Não tínhamos motivos para agir assim, e eu não tinha motivos pra confiar nele outra vez.
O caminho foi silencioso e Niall parecia estar pensando em alguma coisa. Quando finalmente chegamos, havia um carro conhecido na minha calçada.
-Obrigada por ter me trazido até aqui. A gente se vê.
Eu disse rapidamente e saí do carro. Niall não iria brigar com Tyler na frente do meu prédio. Aqueles dois não se enfrentariam em lugar nenhum, se eu pudesse impedir. Quase corri na direção do carro de Tyler, ele estava encostado no capô, estava com cara de gente de ressaca que levou uma surra.
-Nathalie eu...
Eu ergui a mão fazendo com o ele parasse de falar.
-Olha aqui, eu não quero nem ouvir o que você tem a me dizer. Você é um babaca e eu quero que você suma da minha frente.
Eu passei reto por ele, mas Tyler agarrou meu braço, justo o pulso já machucado.
-Me escuta Nathalie!
-Não! Eu não vou escutar você. Foda-se você e sua desculpa esfarrapada. Eu não quero saber, some daqui.
Eu parecia estar controlada, mas queria socá-lo do mesmo jeito que fiz, três anos atrás.
-Deixe-me explicar Nathalie.
Ele pega a minha mão, eu não entendo porque é tão difícil afastá-lo. Ele me puxa pra mais perto, eu tento me soltar, mas o aperto é forte demais no pulso já machucado. Eu não consigo ser forte.
-Ela mandou você dar o fora daqui.
Niall se fez presente do meu lado, mantinha um braço protetor em meus ombros. Tyler deixou de me olhar por um instante, ele e Niall ajeitaram a postura, ficaram eretos e fecharam a cara. Eu percebi que segurava a respiração.
-E quem é você?
Tyler disse com desprezo, eu estava estática. Confusa demais para digerir qualquer outra informação.
-Se fosse da sua conta, eu te diria.
Niall respondeu e se afastou de mim para se aproximar de Tyler. Eu acordei de meu transe e me coloquei no meio dos dois. De frente para Tyler.
-Dá o fora daqui antes que eu mesma termine de quebrar sua cara.
Cruzei os braços e o observei entrar em seu carro e sair cantando pneu. Só quando o carro desapareceu na esquina de sua casa, é que eu pude encarar Niall. Ele estava tenso e mantinha as mãos em punho ao lado do corpo.
-Obrigada pela ajuda.
Eu disse baixinho, atraindo sua atenção.
-Você sabe que pode contar comigo.
A atmosfera tinha mudado bruscamente. Em um minuto ele estava prestes a socar a cara de Tyler. Em outro ele estava flertando comigo.
-Niall.
Eu o censurei, empurrando-o para trás com as duas mãos, na direção do seu carro.
-Nathalie, eu sei que você não quer acreditar. Eu te dei motivos para que você não acreditasse- Ele segurou minhas mãos- Mas se você me permitir, eu posso provar que fomos feitos para ficarmos juntos.
-Niall a gente não foi feito pra ficar á um metro de distância. A gente sempre briga, sempre discute. Eu me machuco e você também.
-Não tem que ser assim Nathalie.
-Niall eu não acredito que possa ser diferente.
-Eu vou fazer você mudar de ideia.
Ele caminhou com um meio sorriso até seu carro, e acenou de modo simpático quando deu a partida. Eu balancei a cabeça de um lado para o outro. Ele era maluco. Só podia estar fora da razão. Carregando o vestido amassado e a carteira, entrei no meu prédio e subi até o meu apartamento. Eu precisava de um bom banho quente e da minha cama. Tyler não era problema meu. Niall não era problema meu. Eu só precisava me preocupar em tomar um bom banho e dormir o resto do dia.
P.O.V.- June Stevens
Eu estava na casa de Zayn, empenhada em continuar com aquela loucura de "ser a June de antes"
-Eu amo filmes de terror, dias chuvosos e chocolate.
-Não se esqueça de amassos no escuro.
Zayn adicionou a minha lista, com um sorriso maldoso nos lábios.
-Sim, e amassos no escuro.
-Eu gosto de carros potentes, tatuagens e...você.
Ele disse beijando a ponta do meu nariz, pude sentir todo o meu sangue fluir para as bochechas.
-Engraçadinho.
Eu disse me levantando.
-Eu estou falando sério!
-Eu também.
Disse enquanto vestia o moletom. O frio aumentou bastante, e já não podia ser ignorado.
-Sabe, eu acho que deveríamos passar o Natal com os meus pais.
Eu travei. O moletom ficou embolado na metade do meu tronco e eu observava Zayn atônita.
-C-como as-ssim? Conhecer seus pais? E-eu...
-Ei, calma. Tá tudo bem.
Ele se levantou da cama e me abraçou protetoramente. Eu estava hiperventilando.
-Eu só acho que deveríamos ir com calma, eu acabei de admitir que te amo, acabamos de dormir junto. Não acha que isso é precipitado demais?
Eu disse ainda preocupada.
-Relaxa, é só uma ideia. Não vou te forçar á nada. E nem vai ser tão ruim, você é directioner, deve conhecer minha família bem melhor do que pensa.
Eu sorri irônica para ele, não era um fato de que ele deveria se vangloriar.
-Cuidado Malik, eu sei todos os seus segredos.
Eu disse cruzando os braços e tentando soar assustadora, mas ele beijou a lateral do meu pescoço e pareceu se divertir com tudo isso.
-Eu já disse que adoro quando você fala meu sobrenome desse jeito?
Ele me beijou profundamente e fomos interrompidos pelo meu celular.
-Você sabe que ir pra casa dos meus pais ainda é uma opção? Não sabe?
Ele disse enquanto eu caminhava até a mesinha de cabeceira para pegar o aparelho.
-Discutimos isso depois, Malik.
Ele mordeu o lábio inferior e eu sabia exatamente as segundas intenções por trás daquele gesto.
-Alô?
-Niall?
-Oi June.
-Porquê está me ligando?
-Estou atrapalhando alguma coisa?
-Não, não. Pode falar.
Porque diabos Niall Horan está me ligando?
-Eu meio que... Preciso da sua ajuda.
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