Capítulo 36- P.O.V- Annie DeLarue
Eu achei que fosse algo horrível, monstruoso, nojento e esquisito. Mas eu só conseguia pensar o quão gentil e carinhoso ele foi, arranjando o jantar no ponto mais alto da cidade, dizendo todas aquelas coisas para mim e depois, sendo tão cuidadoso comigo. Comecei a me sentir um tanto idiota por tê-lo dispensado e fingido que não queria nada com ele. Harry disse que era uma pessoa melhor comigo, mas ele não via que eu também era melhor com ele. E isso, era melhor do que qualquer ficção açucarada, Nicholas Sparks ou romances de quinhentas páginas. Era real. Ele gostava de mim inteiramente e verdadeiramente, e eu não duvidava disso.
-O que está escrito na aliança?
Eu perguntei á ele quando acordamos na manhã seguinte. Harry sorriu.
-Sou tão sortudo por ter aquela que foi mais difícil de ter. Conveniente, não acha?
Eu sorri.
-Você é maluco.
-Talvez. Ou talvez eu seja maluco por você.
Ele se virou para me encarar.
-Ai.
-Eu sei.
Ele sorriu.
-É, eu sei. Clichê demais.
-É. Vamos comer antes que você fale alguma outra besteira.
Ele sorriu e se levantou da cama. Eu escondi o rosto enquanto ele se trocava.
-Até parece que nunca viu.
-Calado. Anda logo que eu quero me vestir.
Harry resmungou alguma coisa e subiu na cama pouco depois.
-Pronto. Devidamente trocado.
Ele tirou o cabelo dos meus olhos e me olhou com aquele sorriso meio sacana meio gentil que só ele tinha.
-Agora, se me dá licença.
Eu me enrolei no lençol e me tranquei no banheiro. Olhei-me no espelho por um tempo, tentando notar algo diferente em mim mesma. Tirando o sorriso idiota, nada havia mudado. Tomei um banho rápido e me troquei em seguida. Harry não estava no quarto então eu desci as escadas em silêncio pra poder assustá-lo.
June, Eleanor, Zayn, Louis e Harry estavam na cozinha, eles estavam sentados á mesa conversando.
-Então você se deu bem ontem á noite?
-Como foi Harry?
-Vocês não deveriam estar perguntando isso para mim.
Ele deu de ombros e me indicou com a cabeça. Os quatro se viraram para mim e começaram a me encarar.
-Aí está ela!
-Como foi ontem?
Eu me recusei a responder, caminhei até a geladeira.
-Espera, espera. Eu posso até imaginar já.
-Oh Harry! Ai meu Deus! Harry!
Fechei a porta da geladeira com força e saí pela porta lateral. Eles não tinham o direito de saber! Não tinham o direito de ficar fazendo piada sobre isso.
-Ei.
Senti a mão de Harry no meu ombro esquerdo. Me desvencilhei dele e continuei andando.
-Annie!
Ele me alcançou e me girou, fazendo com que eu o encarasse.
-Eles são idiotas, estão brincando comigo. Não com você.
-Mas você não fez nada!
Tirei a mão dele do meu ombro com raiva.
-Porque eles estavam brincando! Me desculpa, eu não devia ter deixado.
-Como eles sabiam disso, de qualquer jeito?
Ele coçou a nuca e olhou para cima.
-Zayn, Liam e Louis me ajudaram a planejar o jantar e eu acho que eles contaram para as meninas.
-Então todo mundo sabe?
-Todo mundo... Todo mundo não. Acho que Niall e Nathalie não fazem ideia. Me desculpa.
Ele puxou meu queixo para cima.
-Você vai ficar brava por uma coisa dessas?
-Não.
Eu murmurei e Harry beijou a minha testa.
-Eu vou lá falar com eles. Me dê três minutos.
Ele entrou na casa e voltou rapidamente.
-Pronto. Você pode entrar agora.
Ele entrelaçou sua mão na minha e entramos juntos na casa. Nem June, nem Eleanor, Zayn ou Louis falaram nada. Eu me sentei á mesa e ficamos em silêncio por um tempo.
-Annie... Desculpe por ficarmos fazendo piadinhas.
-É. Desculpe por isso.
-Nós agimos como crianças.
-É. Desculpa.
Eu sorri para eles.
-Tudo bem. Eu deveria levar as coisas mais na brincadeira.
-Todos de bem outra vez?
Harry perguntou saindo da cozinha.
-Sim!
Eu e June respondemos ao mesmo tempo.
-Ótimo! Porque eu fiz o café da manhã.
P.O.V.- Jenna Porter- Um dia antes.
-Jenn! Me desculpe o atraso, minha mãe não quis me deixar sair antes que eu fizesse a aula de piano e você já sabe...
-Tudo bem Cassie. Eu acabei encontrando a Nathalie aqui.
Eu andei com Cassie até o cinema.
-Nathalie? A sua meia irmã famosa?
-Ela não é tão famosa. São os garotos daquela banda.
Ela colocou o braço na minha frente e me encarou.
-"Daquela banda"?
-Não vem com essa agora Cassie. Eles são uma banda. Só.
Ela rolou os olhos e entrou na fila para comprar os ingressos.
-Millenium então?
-Você sabe que Daniel Craig é um gênio. E ele é um jornalista investigativo.
-Sei sei, sua carreira dos sonhos. Vamos logo com isso.
Ela abanou as mãos e compramos os ingressos. Apesar de querer muito ver esse filme, não consegui prestar muita atenção. Eu não conseguia parar de pensar em Nathalie, nas notícias em que ela estava envolvida e em todo o escândalo com aquela boyband. Ela me parecia tão.... Exausta de certa forma.
O filme acabou e Cassie balançou a mão na frente do meu rosto para me acordar.
-Ei, vamos?
-Claro.
Nos levantamos e o celular dela tocou, pela cara que Cassie fez, era a mãe dela.
-Não, mãe.
Não dava pra ouvir direito o que a mãe da Cassie falava.
-Me desculpe. Eu sei que só devo sair de casa com todas as tarefas feitas.
Mais um minuto com a mãe da Cassie falando.
-Tudo bem. Me desculpe.
Eu olhei para Cassie, esperando o óbvio.
-Ela quer que eu volte imediatamente para casa.
-Ela está brava?
-Você sabe que ela nunca fica brava. Mas fala com aquele tom de voz educado e prepotente que faz você pensar que você está errado.
-Sinto muito por isso.
-Eu é que sinto muito. Acho que nossa pizza fica pra outro dia então.
-Não tem problema, Cass. Vai pra casa antes que sua mãe te leve educadamente até lá.
Nos despedimos e eu acabei sentada na cafeteria do shopping com metade de um muffin e um café frio. Eu não estava interessada em comer, de verdade. Eu apenas rolava minha Dashboard no celular, procurando alguma coisa interessante.
-Sabe, seu entusiasmo me assusta.
Levantei os olhos da tela e me deparei com Liam sentado á minha frente. Ele sorriu para mim e eu olhei de relance para a tela do celular, constatando que havia uma foto dele e dos garotos num iate ou coisa assim. Abaixei o celular e sorri para ele.
-O que faz aqui?
-Nada demais. O que tem no telefone?
-Não é educado responder minha pergunta com outra pergunta!
Eu puxei o celular para mais perto de mim.
-Eu já te respondi. Falta você.
-Nada demais.
Eu o olhei como se o desafiasse.
-Certo. Niall estava lá em casa e pediu que eu trouxesse muffins e café. O que tem no celular?
-Nada demais. Cara, você é muito curioso.
-Você não vai me falar?
-Não.
-O que você faz aqui?
-Abandonada pela melhor amiga com uma mãe controladora. Nada demais.
Ele sorriu.
-Você está presa nesse shopping desde de manhã?
-Tecnicamente... Sim.
-Vem, vamos dar uma volta.
-Mas eu nem terminei de... Liam!
Ele me puxou para fora do café e a gente foi andando pra fora do shopping.
-Você tem hora pra chegar em casa?
Ele perguntou.
-Porque? Vai me sequestrar e devolver aos pedaços na hora certa?
Ele sorriu e olhou para mim.
-Eu não sou um assassino.
-Quem disse que não?
-Minha vida inteira está exposta pro mundo todo olhar. Alguém saberia se eu fosse um assassino. E olha só pra mim, você desconfiaria de algo?
Eu o encarei por uns minutos.
-Os quietinhos são os que mais aprontam.
Foi a minha conclusão. Liam sorriu.
-O que eu posso fazer sem que você desconfie de mim?
-Hum- Eu fingi pensar por um minuto- Pizza!
-Pizza?
-É, eu tinha marcado de passar no Domino's pra pegar uma pizza, mas minha amiga teve que ir pra casa.
-Sorte a sua quem tem uma logo ali.
Liam apontou para a pizzaria no final da rua.
-Você não precisa fazer isso, eu só queria tirar uma com a sua cara.
-Nada disso, agora a gente vai até lá e vai comer pizza.
Nós dois andamos até a pizzaria e compramos uma pizza grande de pepperoni, depois nos sentamos nas mesas para comer.
-Você se importaria se eu fizesse uma pergunta?
-Não.
Ele deu de ombros.
-O que foi todo aquele rolo na última turnê? Eu sei que não é da minha conta, mas Chloe começou a fazer perguntas e a dizer que Nathalie e Niall eram perfeitos juntos, e eu não entendi nada.
-A verdade resumida é que eles dois brigaram, com pouco menos de um mês pro fim da turnê. Ela pegou um avião pra qualquer lugar e ele ficou chateado desde então.
-Eles ainda estão brigados?
-Eu acho que sim- Ele deu de ombros- Eles se acertam e brigam, se acertam e brigam de novo. Eu não entendo aqueles dois. Mas porque a pergunta?
-Ela me pareceu... Distante. Eu sei que nos conhecemos há pouco tempo, mas sei lá, eu cresci com os sussurros do meu pai sobre Nathalie Simmons, ninguém nunca me respondia sobre ela até que a garota aparece na porta da minha casa. É meio frustrante saber que ela é minha meia irmã mais velha e eu não sei nada sobre ela.
Eu soltei tudo de uma vez, falando tudo o que queria ter falado para os meus pais em todos esses anos.
-A Nathalie tem passado por muita coisa, você sabe. Seu pai voltando e... A morte da mãe dela. Eu sei que ela precisa de tempo pra voltar a ser a nossa Nath. Você devia tê-la visto quando nos conhecemos... Ela ficava vermelha por tudo!
Eu ri imaginando a cena e depois olhei para Liam, e achei tudo aquilo irreal demais. Ele era famoso, tinha namorada... E estava aqui, no meio da noite, numa pizzaria no centro falando comigo. Eu parei de rir e a gente ficou naquele silêncio, se encarando. Eu não queria ter previsto o que poderia acontecer. Porque quando o telefone do Liam tocou, e ele sorriu se desculpando e caminhou três passos pra poder atender, eu continuei na expectativa.
-Me desculpe, Niall parece uma criança faminta. Eu vou ter que levar os bolinhos pra ele.
Eu me levantei e acompanhei Liam até a porta.
-Bom, foi legal de qualquer jeito.
-A gente combina de sair outro dia.
Ele disse.
-Então tchau.
-Tchau.
Ele se inclinou para me abraçar ao mesmo tempo em que eu estendi a mão. Acabamos em um abraço esquisito com o meu braço no meio do caminho. Eu sorri envergonhada e me despedi com um aceno de mão quando ele andou na direção contrária á minha.
P.O.V.- Carolyn Stevens- Alguns dias depois.
-Eu não acredito que você vai falar com os meus pais.
Eu enterrei meu rosto nas mãos quando a placa avisando que Gillingham ficava á esquerda, ficou para trás.
-Eu fui ensinado com valores, Carolyn, mesmo que eu tenha pedido sua mão pra você, não significa que eu não tenha que falar com os seus pais.
-Você vai se arrepender disso.
Eu resmunguei tentando me controlar. Meu pai é militar, por isso que, devido á minha "teimosia" e "desobediência" em casa, eu estudei em internatos a maior parte da minha vida. Meu pai sempre foi do tipo controlador e, enquanto a maioria das meninas saía com suas mães e amigas, eu recebia treinamento quase militar em casa. Eles só... são muito duros com todo mundo, por isso que minha mãe e Nathalie só se falavam por telefone. Christina não seria rude com alguém pelo telefone, exceto comigo. "Você não tem se alimentado direito, o que seu pai lhe ensinou sobre uma boa alimentação?" "O que são essas olheiras debaixo dos seus olhos? Você não aprende que tem que ter oito horas de sono tranquilo?" Por essas e outras coisas que eu nunca levei nenhum garoto pra casa. Até hoje.
-Relaxa Carol, eles não são tão ruins assim.
-É bem provável que meu pai mande você fazer flexões.
-Carol, olha pra mim- Eu desviei o olhar para encará-lo- é um almoço com a sua família, voltamos pra Londres em duas horas. Vai dar tudo certo.
E foi isso o que eu continuei repetindo para mim, meu coração acelerado e as mãos que suavam, até chegar na velha casa onde eu costumava morar. Jake parou o carro na frente do portão de madeira e me deu um selinho antes de sair e abrir a porta para mim.
"Vai dar tudo certo" Vai dar tudo certo"
-Carolyn!
Minha mãe abriu a porta com um enorme sorriso. Eu não havia desde sempre. Ela estava com os cabelos louros na altura dos ombros, arrumados milimétricamente. Ela parecia ter acabado de sair de um filme americano dos anos 50. Vestido de meia manga até os joelhos, sapatos de salto e um avental de cozinha no corpo. O que era uma piada. Ela nunca cozinhou.
-E este deve ser Jakell. Muito prazer em conhecê-lo.
Ela sorriu e deu-lhe um beijo estalado na bochecha.
-Entrem!
Ela disse com um entusiasmo questionável para mim, entramos logo atrás dela. A casa inteira cheirava á biscoitos de gengibre, como uma antecipação para o Natal.
-Seu pai está na sala querida, está louco pra te ver.
Ela sorriu e andou até a cozinha, que ficava na direção oposta á sala. Andamos até lá, meu coração na garganta pelo medo de ter que bater continência na presença do meu pai. Calvin era um homem na casa dos quarenta, tinha alguns fios grisalhos na cabeça e não tinha nada que não se esperasse de um ex-militar.
-Olá.
Eu disse quando chegamos na sala. Meu pai abaixou o jornal e me olhou sério por um instante. Eu engoli em seco.
-Achei que nunca chegariam.
Ele disse e sorriu de lado. Bem, era quase um sorriso.
-Você deve ser o namorado da Carolyn. Muito prazer.
Meu pai e Jake apertaram as mãos, e minha mãe me chamou na cozinha.
-Vai lá.
Jake sussurrou para mim, e meu pai pediu que ele sentasse. Á cada passo longe da sala, eu sentia que algo estava muito errado. Algo do tipo, "Querida, esperamos vinte e um anos pra te contar um segredo extraordinário, espero que não se importe em contarmos quando seu pai terminar de estrangular seu namorado." Eu engoli em seco e entrei na cozinha.
-Carolyn.
Minha mãe disse, sem o entusiasmo de antes. Eu sabia que tinha algo errado.
-Mãe.
Eu respondi.
-Três meses sem notícias suas. Acha que isso está certo?
Eu pensei em responder que eram vinte anos sem vê-la direito, mas eu não queria estragar o clima.
-Me desculpe, com o trabalho e tudo o mais...
Ela ergueu a mão para que eu parasse de falar.
-Se não fosse a Nina me contando que você tem um novo namorado, eu nunca saberia!
-Eu o trouxe hoje.
Tentei não alterar meu tom de voz.
-E avisou ontem. Sabe como isso soou? "Ei mãe, eu estou grávida!"
-Isso é ridículo.
Eu resmunguei.
-Acha mesmo? Porque seu pai acha muito sério.
-Você contou pro meu pai?
Eu quase gritei. Mas lembrei que eles estavam á alguns metros de mim.
-E você acha que eu não contaria? Isso é sério Carolyn.
-Olha mãe, eu não sei o que deu em vocês. Eu não estou grávida. Não mesmo. O motivo de eu ter trago Jake aqui, foi porque ele queria comunicar á vocês, que a gente vai se casar.
Eu disse tudo de uma vez, nem notei que tinha gente atrás de mim.
-Vocês o quê?
Meu pai disse e eu congelei.
-Vamos nos casar. Não era bem assim que eu pretendia dar a notícia- Jake me olhou sorrindo- Mas é basicamente isso. Eu dirigi até aqui, pra pedir a mão da sua filha em casamento.
-Você... Você não está grávida, não é Carolyn?
Meu pai me olhou torto, como se aquilo fosse um problema.
-Não pai. Não estou grávida e não planejo estar pelos próximos seis anos. Satisfeito?
-Olhe os modos.
Meu pai e minha mãe disseram ao mesmo tempo. Foi bizarro.
-Então. Eu... Tenho a benção de vocês pra casar com a sua filha?
Jake disse, totalmente sem jeito.
-Mas é claro querido!
Minha mãe disse, com o entusiasmo esquisito outra vez.
-Senhor?
Jake perguntou, já que meu pai não respondeu.
-Cuide bem da minha menina, rapaz.
Dito isso puxou Jake pra um abraço esquisito. Minha mãe pediu que nos sentássemos enquanto ela trazia o almoço, e, por incrível que pareça, tudo correu bem.
P.O.V.- Nathalie Simmons
*N\A- Pra quem não viu alguma foto do Tom Leishman, melhor olhar (ele é muito gato :) )
Meu celular tocava como louco no andar de baixo. Eu corri para atendê-lo.
-Nathalie Simmons?
-Sou eu. Quem é?
-Aqui é Tom Leishman, espero que não se importe, eu peguei seu número com John.
Eu congelei. Era o Leishman. Porque diabos Tom Leishman queria falar comigo?
-Ah, sim. Leishman. Em que posso ajudá-lo?
Eu já podia sentir minhas mãos tremendo.
-Bem, como a senhorita deve saber, todo ano temos as propagandas do Text Santa. Vou ter muito trabalho e precisava de ajuda esse ano, John me falou muito bem de você.
-Senhorita- Eu ri- Como se você fosse muito mais velho do que eu, Leishman.
-É força do hábito. Então, você topa?
Ele riu também e eu queria morrer. Tom Leishman estava me ligando para ajudá-lo a fotografar. Eu só podia estar sonhando.
-Claro! Espera... O que eu tenho que fazer?
-Eu o John marcamos uma reunião no prédio da People as três. A gente conversa lá.
-Pode deixar. Até mais tarde.
-Até mais, Simmons.
Eu desliguei o telefone e me senti animada. Subi correndo e tomei um banho, eu ainda precisava comer antes de ir até a People. Me arrumei rapidinho e desci até a garagem.
(http://www.polyvore.com/remembering_sunday_nath_simmons/set?id=87854091)
No caminho para a People, passei no drive-thru do Morley's, que é tipo um Mcdonalds britânico onde os lanches são de frango. Era até gostoso. Os nuggets eram M-Bites e os lanches eram Morley's Chicken Burgers. Eram quase idênticos o que me fez achar que senso de humor britânico não era assim tão ruim. Eu estacionei o carro na vaga de funcionários e subi até a minha sala. Leishman e Castle conversavam animadamente em sua sala, o andar inteiro estava vazio á não ser por nós três. Eu me aproximei da sala de John e bati na porta de vidro.
-Cheguei.
-Ah, Nathalie! Entre, estávamos falando de você.
-Coisas boas, eu espero.
Eu disse enquanto me sentava ao lado de Tom Leishman.
-São sempre coisas boas. Aqui, não acredito que vocês foram apresentados ainda. Tom essa é a Nathalie, Nathalie esse é Tom.
Nós apertamos as mãos e Tom sorriu para mim.
-E então... O que estão planejando?
Eu me virei para John.
-Você deve saber que há uma campanha beneficente chamada Text Santa, na época do natal, juntamos dinheiro para a caridade.
-Acontece que esse ano temos um prazo muito curto para entregar as campanhas, culpa do pessoal do marketing, juro.
-Enfim- John continuou- Tom precisa de ajuda e você é a melhor fotógrafa disponível no momento. Eles vão te pagar um bônus por cada foto e algumas delas vão ser publicadas na People, pagamento em dobro.
-Eu aceitaria se fosse você.
Tom sussurrou.
-E além de tudo você vai conhecer as bandas que vão participar, você topa?
-Claro que sim! Quer dizer, é uma ótima oportunidade. Quando a gente começa?
-Agora. Estávamos esperando sua resposta.
Tom se levantou e pegou o casaco.
-Sua fé em mim é questionável, Castle. E se eu tivesse dito não?
Eu disse me levantando também.
-Eu sabia que você ia aceitar. Anda logo, você vai ter um dia e tanto hoje.
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